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A canditada a prefeita da Lapa Leila Aubrift Klenk (PT) é casada com Luiz Antônio Meira de Azambuja, o Luizinho, e tem duas filhas: Alice e Cecília.

Começou a trabalhar aos 17 anos, no antigo banco Bamerindus, em Contenda. Dois anos mais tarde, foi aprovada no vestibular da Universidade Federal do Paraná para o curso de Agronomia. Em 1990, foi aprovada no concurso da Emater. Trabalhou primeiro no município de Paula Freitas e em 1991 foi transferida para a Lapa, onde implantou projetos, trouxe recursos e buscou soluções para melhorar a vida dos pequenos produtores. É mestre em Ciências do Solo, pela UFPR, especialista em Manejo e Fertilidade do Solo, pela Universidade Federal de Viçosa, e em Gestão Pública, pela UEPG.

Em 2012, foi eleita a primeira prefeita na história do município da Lapa.

Na edição de agosto, o Trajeto Lapa publicou entrevistas com os quatro candidatos que concorrem à prefeitura da Lapa nas Eleições 2016, que agora são reproduzidas no on-line.

Entrevista

Sobre a Saúde no interior, há proposta para melhorar as condições de atendimento? Vamos ampliar as melhorias já implantadas, garantindo pessoal, equipamentos e melhorando ainda mais as condições físicas dos locais de atendimento. Já provamos que é possível: ampliamos a UBS São Bento, estamos concluindo construção no Contestado, reforma na Pedra Lisa e Água Azul e em breve começa a reforma no Passa Dois. Com o Mais Médicos, comunidades distantes foram atendidas. O atendimento com dentistas e ginecologistas foi descentralizado. O Centro de Apoio Beija Flor continuará aberto para pernoite de pessoas do interior.

Como pretende resolver o problema de sobrecarga no atendimento na UPA? Qualificando ainda mais as unidades básicas. Apesar de sobrecarga em alguns momentos em que há casos de maior urgência, ninguém que procura a UPA fica sem atendimento e a qualidade vem melhorando com o investimento em equipamentos e o compromisso e capacidade técnica de nossos profissionais.  Vamos estudar a viabilidade de manter pediatra em plantão de sobreaviso para emergências com crianças.

A Segurança Pública tem tirado o sono da população. Sabe-se que esta é uma atribuição do Estado, mas, na realidade, é o município que sofre com a insegurança. Como pretende solucionar o problema, já que na Lapa não há verba municipal destinada para isso? Vamos insistir na cobrança ao Estado para o reforço nas equipes de policiais, instalar mais 20 câmeras além das 9 que já colocamos e ampliar o investimento em iluminação. Fortalecer o Gabinete de Gestão Integrada em Segurança Pública, criado na atual gestão, criar o Conselho Comunitário e o Fundo Municipal de Segurança Pública. Perseguiremos a meta de implantar a Guarda Municipal, conforme possibilidade orçamentária.

As equipes gerenciais da prefeitura são o coração de uma administração, embora nem sempre seja possível aproveitar o quadro de servidores. Como pretende formular as secretarias, diretorias e assessorias da prefeitura da Lapa? Daremos continuidade ao trabalho de reestruturação administrativa, com capacitação e investimento em tecnologia. Já reforçamos quadros fundamentais, com contratação de servidores na Procuradoria, Controladoria, Projetos, Saúde e Educação, adotamos uma estrutura enxuta, que privilegia os servidores efetivos, e reduzimos os cargos em comissão de 112 para 57.

Como pretende resolver o problema de arrecadação do município? A Lapa ainda depende muito de repasses de recursos federais e estaduais. É preciso aumentar a arrecadação própria. Vamos manter projetos de atração de empresas, apoio a empresas locais, investimento em turismo e eventos.

Também são necessárias ações administrativas e investimento em tecnologia para aumentar arrecadação sem aumento de impostos. Em 2013, criamos grupo de trabalho com servidores efetivos, para acompanhamento das Declarações Fisco Contábeis, o que elevou em 71% os repasses do FPM para a Lapa. Também assinamos convênio para municipalizar a gestão do ITR – e com isto o município passou a receber 100% do arrecadado.

Como pretende potencializar o agronegócio, responsável por grande parte da arrecadação? Prioridade para a agricultura familiar. Continuar incentivando a diversificação da produção e a agroindústria familiar com aprimoramento da certificação para abrir mercados; novas parcerias com cooperativas, empresas, universidades, visando apoio tecnológico aos produtores e manter programas que criamos, como o de correção e fertilidade do solo. Para facilitar o escoamento da produção, ampliar o programa de melhoria das estradas, o que será facilitado com a recente compra do britador.

No interior, há proposta para facilitar a instalação de rede de internet? Tem sido um grande desafio, devido à grande extensão e topografia do município. Conseguimos, a partir de projetos do governo federal, a instalação de torres na Água Azul e Mariental, disponibilizando sinal 4G para aquelas regiões. Em parceria com empresas que locam a torre da prefeitura, ampliamos o sinal de internet em diversas comunidades. Com programas para ampliação de internet nas escolas, famílias vizinhas se beneficiaram. Vamos dar continuidade às parcerias e buscar novas tecnologias.

Na Educação, como equilibrar o custo da folha de pagamento dos profissionais com a necessidade de investir em infraestrutura, esporte e atividades de contra turno, sabendo que a Lapa trabalha no limite das suas contas públicas? Trabalhando com responsabilidade e cortando outros custos. Nesta gestão, investimos R$ 7,6 milhões em 26 obras na Educação, ao mesmo tempo em que garantimos direitos como o piso salarial do magistério, inclusive às atendentes infantis, 20% de hora atividade na 1ª etapa do Ensino Fundamental e contratação de professores de Educação Física.

Como pretende resolver a falta de qualificação da mão de obra, fator importante para atrair indústrias? A qualidade da mão de obra da Lapa é considerada boa por vários empresários, que reconhecem o comprometimento do nosso trabalhador. Talvez, em alguns casos, falte qualificação técnica. Vamos propor parceria com o SENAI e criar a Escola do Trabalho; ampliar o Programa Jovem Aprendiz; oferecer cursos de qualificação em parcerias com o Sistema S; e buscar parcerias para cursos técnicos, principalmente na área metal mecânica.

A Lapa tem potencial turístico, mas, até hoje, ninguém trouxe uma proposta concreta para ele se desenvolver de maneira sustentável na Lapa. A maioria dos projetos são efêmeros e paliativos. Qual é a proposta para o Turismo passar a integrar agenda definitiva na cidade? Quando assumimos faltavam coisas básicas. Já avançamos bastante: fizemos o Plano Municipal de Desenvolvimento do Turismo, estamos concluindo a construção do Receptivo Turístico, obtivemos a cessão de propriedade da antiga Estação Ferroviária, que será restaurada, em parceria com o Exército, para receber linha turística de trem.  Vamos ampliar a educação para o Turismo, desenvolver roteiros e gestionar junto ao Governo do Estado para uso mais amplo do Parque do Monge.  E manter eventos como a Festa da Coxinha de Farofa.

Foto assessoria
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