O esporte usa armas que simulam as de verdade e a graça são as táticas reais de guerra.

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Airsoft (ou softair) é um jogo desportivo onde os jogadores participam em simulações policiais, militares ou de mera recreação com armas de pressão que atiram projéteis plásticos não letais, utilizando-se frequentemente de tácticas militares.

As armas estão em escala de 1:1 (ou às vezes mini ou ‘3/4’), podem ser de metal, plástico (ABS) e/ou madeira e disparam projéteis de 6 ou 8 mm que pesam entre 110-600 miligramas (conhecidas como BBs). A propulsão da arma pode ser através de molas (springers), mecanismos eléctricos (AEG) ou gás comprimido, incluindo gás propano (ou green gas, que é propano adicionado com óleo lubrificante, como o silicone por exemplo), cápsulas de CO2, ar ou gás refrigerante HFC134a.

O jogo é bastante popular em vários países asiáticos, como o Japão, China, Taiwan, Macau, Coreia do Sul e Filipinas. Devido a isto, a maior parte das armas de Airsoft e acessórios são fabricados nestes países.

Atualmente, há um interesse crescente pelo jogo aqui, no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Suíça, França, Espanha, Portugal, Finlândia, Itália e Bélgica.

No Brasil, de acordo com matéria publicada no site do Terra (junho de 2016), “a prática de Airsoft vem crescendo cada vez mais no Brasil e, desde o início de sua oficialização em 2003, o esporte teve que passar por um longo período até se tornar plenamente permitido e mais popular, já que foi apenas em 2010 que a produção e a comercialização dos produtos de Airsoft tiveram todo seu aparato legal suportado, quando a Portaria nº 002 – COLOG foi homologada. Ainda assim, mesmo em meio à formação do Airsoft nacional, equipes praticantes do esporte já se formavam em algumas cidades nas regiões sudeste e sul do país, como o G.E.A.R (Curitiba – PA e o WKG (Rio de Janeiro – RJ)”.

Na Lapa

A Lapa tem o seu grupo de airsoft, chamado 10 G.A.L. (Grupo de Airsoft da Lapa), que é  formado pelos jovens Fabricio Zbonik Mendes, 22 anos, Vinicius Pierin Batista, 20 anos e líder da equipe, Matheus Meira, com 19, Rodrigo Batista Schmidt, 18, e Michael Pierin, também 18. Vinicius explica que a equipe se reúne a cada um ou dois meses para participar de eventos esportivos em Curitiba, que são as operações de airsoft. A mais famosa é a “Operação Fenix”, no quartel do Pinheirinho, na qual até tanques de guerra são utilizados. “Tem muita gente que não gosta do esporte, por achar que é violento. Mas não. Assim como o skate, há esse preconceito, embora a prática seja puramente esportiva, com táticas reais de guerra. Para se ter uma ideia, quem pratica são médicos, engenheiros, advogados, jornalistas, policiais, ex-militares, entre outros”, explica Vinicius.

Custo

Os equipamentos são caros. Os iniciantes, inclusive, não compram as suas armas, nem uniformes, que podem ser alugados nos locais próprios para a prática. “Depois que você toma gosto pelo airsoft, aí sim, você começa a querer comprar o seu equipamento para poder praticar com pessoas mais experientes”, conta o líder da equipe lapeana.

Curiosidade

Cada equipe de airsoft é reconhecida por um padrão tático. A da Lapa utiliza o padrão italiano, com farda italiana contendo um patch bordado com o símbolo da equipe, bandeira da equipe remetendo à bandeira da Lapa e muita disposição para aceitar mais jogadores para compor o time.

Foto arquivo pessoal
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