Quando menino, Dionisio Serena Junior festava com amigos jogando sinuca no concorrido bar de seu pai.

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Dionisio Serena Junior nasceu no dia seis de setembro de 1943. Criou-se na Lapa, mas deixou a cidade há mais ou menos 55 anos, mudando-se com a mãe, Rosinha Serena, para o bairro de Santa Felicidade, Curitiba. O pai, Dionisio Vidal Serena, faleceu quando Junior ainda era um menino de treze anos. Talvez compensando a sentida perda do pai, dona Rosinha tenha se fixado na ideia de que precisaria viver muito para acompanhar a vida do filho. Ela completará 100 anos no próximo dia 20 de agosto. “Ela é muito participativa. Dá palpite em tudo”, conta o nosso lapeano inspirador, orgulhoso, enquanto retira da prateleira do escritório um retrato da mãe. “Ela é esta daqui”, aponta.

Em 1969, Dionisio montou a Gráfica Serena. A empresa se tornou grande e o levou a ser um empresário de sucesso no ramo gráfico. “Tudo começou com a Serena. Ainda trabalho com ela em menor escala, mas estamos mais voltados para a Gráfica Keops, fundada em dezembro de 1996. Com ela temos negócios em todo o Brasil”, explica.

Além das gráficas, os investimentos em outras áreas foram e são presentes na vida de Dionisio. “Sempre procurei diversificar. Cheguei a ter 750 funcionários entre postos de gasolina, criação de gado e agricultura. Eu tinha fazenda na Lapa e viajava para lá toda a semana. As visitas foram diminuindo quando me desfiz das terras para comprar outras em Cerro Azul e Dr. Ulysses. Depois disso, faz pelo menos cinco anos que não vou para a Lapa”.

Claro que entre um negócio e outro deu para tirar um tempinho e curtir a vida. Dionisio já foi campeão sulamericano, carioca e gaucho de tiro. Em 1987, representou o Brasil no Mundial de Tiro ao Voo, em Guadalajara, México. E não parou por aí. Em 1990 ele foi disputar o mundial na Espanha e mais duas vezes na Itália. “Sinto muita saudade da Lapa e dos amigos lapeanos. Foram bons tempos. Íamos na piscina do Congresso, jogar futebol atrás da casa do Pacheco, caçar na fazenda Pinheiral e, principalmente, jogar sinuca no bar que meu pai tinha. Depois que o bar fechava, claro, pois meu pai proibia”.

Quando perguntado sobre o que gostaria de dizer aos lapeanos, Dionisio veio com a resposta na ponta da língua. “Com um pouco de estímulo e direcionamento político, a Lapa tem tudo para crescer. Temos que fazer o máximo para não deixar os jovens irem embora da cidade. Façam de tudo para eles ficarem”.

Legenda: Em seu escritório na gráfica, Dionisio relebrou dos bons tempos vividos na Lapa e das amizades. | Foto Alex Calderari